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domingo, 2 de outubro de 2011

Rafael Sobis no Ritimo do Rock in Rio

Aos poucos, Volta Redonda está se tornando um lugar especial para o atacante Rafael Sobis. Depois de marcar dois gols na vitória sobre o Atlético-GO, há cerca de um mês, o camisa 23 contribuiu com mais um golaço no Estádio Raulino de Oliveira, dessa vez sobre o Santos, no último sábado, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas a comemoração mesmo foi no Rock in Rio. O jogador tricolor deixou a Cidade do Aço direto para a Cidade do Rock. A dose será repetida neste domingo para acompanhar os shows de System of a Down e Guns N'Roses.

Na última quarta, Sobis conheceu Cidade do Rock a convite do GLOBOESPORTE.COM. Na entrevista, falou sobre sua paixão pelo estilo musical, garantiu que não gosta de pagode como a maioria dos companheiros e posou até com uma guitarra. A reportagem repercutiu no elenco tricolor, que passou a encarnar ainda mais no atacante roqueiro. A zoação foi tanta que Rafael esqueceu até de fazer a comemoração que desejava depois do gol.

- Queria comemorar tocando uma guitarra imaginária, mas está todo mundo pegando no meu pé (risos). Viram a reportagem e ficam falando iêiê, uhul... Mas vou agora aproveitar os dois últimos dias do Rock in Rio - garantiu o jogador na saída do estádio Raulino de Oliveira.

Para Sobis, a vitória sobre o Santos pode servir de ânimo para dar continuidade à arrancada do Fluminense no Brasileirão. Com seis vitórias nos últimos oito jogos, o Tricolor lidera o segundo turno e ocupa atualmente a quinta posição, com 44 pontos.

- Foi, acima de tudo, uma vitória da equipe. Mais um jogo épico. Sabíamos que seria complicado. Enfrentamos, na minha opinião, a melhor equipe do Campeonato Brasileiro. Por isso é um resultado que marca e esperamos que o mesmo sirva de ânimo para seguirmos crescendo na competição.

Depois da vitória em Volta Redonda, o elenco tricolor ganhou dois dias de folga. Os jogadores se reapresentam na próxima terça-feira, nas Laranjeiras. O Fluminense volta a campo no domingo, para disputar o clássico contra o Flamengo, às 16h (de Brasília), no Engenhão.

domingo, 25 de setembro de 2011

Depois de dez rodadas, o Flamengo voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Mas foi uma virada sofrida. Os poucos rubro-negros que se aventuraram a ir ao Engenhão debaixo de chuva e frio - a maioria dos 6.886 pagantes - ainda alimentavam a esperança de ver a equipe mais agressiva, com vontade de pôr fim ao longo jejum. Foi só a bola rolar para perceberem que o duelo no Engenhão com o lanterna América-MG seria complicado. Muito em parte por causa do técnico Vanderlei Luxemburgo, que escolheu uma formação confusa. Após a apatia no primeiro tempo, o treinador promoveu três alterações no segundo. Ofensivo e pelo menos com mais disposição, conseguiu virar a partida e sair de campo com vitória por 2 a 1.

Mal na partida, Thiago Neves marcou o gol da vitória, de cabeça, aos 43 minutos. Só que de forma irregular - Deivid estava impedido na jogada. O América-MG abrira o placar no primeiro tempo, com gol de pênalti de Kempes. Na segunda etapa, após as alterações de Vanderlei, Deivid empatou aos 16, para depois o camisa 7 rubro-negro marcar o gol salvador.

Apesar do resultado, o time não conseguiu voltar ao G-5, pois o Fluminense empatou com o Atlético-PR por 1 a 1, soma também 41 pontos e leva a melhor no critério de desempate por vitórias (13 contra dez). Na próxima rodada, o Flamengo terá um jogo importante e difícil: vai encarar o São Paulo, no domingo, no Morumbi. O América-MG, que permanece na lanterna, com 19 pontos, vai encarar o Palmeiras no sábado, no Pacaembu.

Sem o zagueiro Alex Silva e Ronaldinho, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, e o volante Willians, com problemas musculares, Vanderlei optou por um esquema com dois volantes (Maldonado e Airton), três meias (Renato Abreu, Bottinelli e Thiago Neves) e apenas um atacante, Jael.

O time parecia um bando. A saída de bola era feita com lentidão, os laterais pouco apareciam para o jogo e os meias abusavam no erro de passes, principalmente Thiago Neves e Bottinelli. O Flamengo só conseguiu levar perigo numa cobrança de falta de Renato Abreu, por cima do gol. E só. Thiago Neves parecia um outro jogador, com dificuldades de progredir as jogadas. Bottinelli não parava de irritar a torcida. Jael mal conseguia matar a bola. Com 20 minutos de jogo, a equipe já estava sob vaias.

thiago neves flamengo x américa-mg   (Foto: Jorge William/Globo)Thiago Neves comemora e recebe abraços após gol da vitória sobre América-MG (Foto: Jorge William/Globo)

Gol do América

Com tantos erros e sem o menor interesse de jogar futebol, a equipe rubro-negra deu asas ao América-MG, cujo objetivo inicial era explorar os contra-ataques. Aos poucos, o time de Givanildo percebeu que a vitória era possível. E só não saiu do primeiro tempo com uma goleada porque o goleiro Felipe não deixou. Fez duas defesas sensacionais - um chute da meia direita de Kempes, aos 16, e uma falta cobrada por Amaral com perigo, aos 44.

Outro destaque do Coelho, Kempes inscreveu-se no Inacreditável Futebol Clube aos 20 minutos. Levou vantagem sobre Maldonado e David Braz (que não atuava desde 10 de agosto e voltou sem ritmo) e também tirou Felipe da jogada, mas bateu para fora. Sorte do atacante é que Bottinelli facilitou as coisas ao cometer pênalti numa entrada ridícula em Luciano. Dessa vez, Kempes não perdoou. Felipe até foi no canto direito, mas a bola morreu no fundo da rede, aos 29 minutos.

Foi o suficiente para o Flamengo ficar mais tenso na partida. Até Felipe, destaque do time, quase entregou o ouro, ao sair mal numa jogada. Nada foi pior, no entanto, do que a chance perdida por Bottinelli. O passe de Jael - incrível, mas é verdade - foi na medida para o meia bater fraco e sentenciar sua saída para a segunda etapa. Àquela altura, tanto ele como Thiago Neves eram os alvos preferidos da torcida, que passou a perseguir também Léo Moura, em péssima fase, e Vanderlei Luxemburgo.

Reação do Fla

O treinador rubro-negro arriscou todas as fichas ao fazer três mexidas de uma só vez no intervalo. Trocou Maldonado por Diego Maurício, Bottinelli pelo garoto Thomás e Jael por Deivid. O time ficou num 4-3-3. Com Diego Maurício pela direita, Léo Moura enfim foi à linha de fundo, centrando na medida para Thiago Neves, que não alcançou a bola e perdeu um gol feito na pequena área.

Logo depois, Junior Cesar, na altura da meia-lua, bateu de fora da área, obrigando Neneca a trabalhar pela primeira vez na partida, espalmando para escanteio. O pequeno domínio do Flamengo no começo da segunda etapa não o livrava de sustos. O América-MG esperava o momento certo de dar o bote, e Luciano só não ampliou o placar porque Felipe fez a terceira grande defesa na partida.

Léo Moura acordou por cinco minutos, o suficiente para fazer outra boa jogada de linha de fundo e centrar na medida para Deivid, que escorou para a rede, marcando seu décimo gol na competição e empatando a partida aos 16 minutos.

Dominado pela primeira vez na partida, Givanildo mexeu no América-MG. Tirou Luciano e Sheslon para pôr Rodriguinho e Gláuber. Depois, trocou Kempes por Irênio. Já queria segurar o empate. O Fla continuou na pressão, e, aos 43, após rebatida de bola em lance de Deivid, impedido, Thiago Neves escorou de cabeça e virou a partida.

Welinton ainda fez o torcedor tremer até o fim ao cometer falta quase dentro da área, aos 48. Mas a vitória tão esperada chegou. Pelo menos, o time saiu do sufoco.


Outros Jogos do Sabado :

Santos 2 x 3 Figueirense

Atletico PR 1 x 1 Fluminense


Por: Globoesporte.com

sábado, 24 de setembro de 2011

Inter de Milão vence com gol de Lucio

O Inter de Milão precisou trocar de técnico para conhecer a sua primeira vitória na temporada. Após cinco tropeços e um título perdido para o rival Milan, a equipe do agora comandante Cláudio Ranieri derrotou o Bologna, por 3 a 1, neste sábado, fora de casa, pela abertura da quinta rodada do Campeonato Italiano. E a estreia do novo treinador teve ainda gol de brasileiro: o zagueiro Lúcio fechou o placar aos 42 minutos do segundo tempo.

Lucio comemora gol do Inter de Milão contra o Bologna (Foto: AP)Lucio comemora o gol do Inter de Milão contra o Bologna, que fechou a primeira vitória na temporada (AP)

Confira a classificação atualizada e a tabela de jogos do Campeonato Italiano

Sem o craque Wesley Sneijder, poupado com dores na coxa, Ranieri promoveu a entrada do jovem Philippe Coutinho no time titular. O campeão mundial sub-20 jogou até os 11 minutos da etapa final, quando saiu para a entrada de outro brasileiro, o lateral Jonathan. Os atacantes Pazzini e Milito completaram para os visitantes, enquanto Diamanti descontou.

Pazzini comemora gol do Inter de Milão contra o Bologna (Foto: Reuters)Pazzini e Forlán: Internazionale na frente (Reuters)

O resultado quebra a sequência de quatro derrotas e um empate dos nerazzurri na temporada – houve ainda outra igualdade em um amistoso. Agora com quatro pontos, a equipe deixou a zona de rebaixamento provisoriamente e afundou o Bologna, com apenas um ponto, na vice-lanterna. O Cesena é o último.

Na próxima terça-feira, o Inter de Milão volta a campo para enfrentar o CSKA, em Moscou, pela segunda rodada do Grupo B da Liga dos Campeões. A situação na chave já é delicada após a derrota em casa para o Trabzonspor, na estreia.

Confira a quinta rodada completa:
*Horários de Brasília

Sábado
Bologna 1 x 3 Inter de Milão
Milan x Cesena
Napoli x Fiorentina

Domingo
7h30 – Chievo x Genoa
10h – Atalanta x Novara
10h – Cagliari x Udinese
10h – Catania x Juventus
10h – Lazio x Palermo
10h – Siena x Lecce
15h45 – Parma x Roma

Claudio Ranieri no jogo do Inter de Milão contra o Bologna (Foto: AFP)Claudio Ranieri já vestiu a gravata personalizada com as cores e escudo do Internazionale (Foto: AFP)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Brasil fica no 0a0 contra a Argentina

Ronaldinho Gaúcho deu um show em Córdoba... Mas somente antes de a bola rolar. Sem Riquelme e Verón, os argentinos o “adotaram” como estrela da primeira partida do Superclássico das Américas, nesta quarta-feira, e o aplaudiram na escalação e no aquecimento, quando ele ficou acertando bolas no travessão. Após o apito inicial, no entanto, o pentacampeão e os demais jogadores de Brasil e Argentina fizeram um jogo aquém da história do encontro: um 0 a 0 insosso. Emoção só com Leandro Damião, que acertou duas vezes a trave do goleiro Orion.

Maior artilheiro do Brasil na temporada, o atacante do Internacional fez uma jogada linda no segundo tempo, com direito a "lambreta" em Canteras, no lance mais bonito do jogo e mandou na trave (na etapa inicial, também tinha acertado o poste). Boselli e Martinez tiveram chances para a Argentina. E só. A partida foi fraca tecnicamente. O desentrosamento do Brasil foi nítido e nem mesmo a base do Vélez Sarsfield salvou a Argentina. Até por isso, o torcedor aplaudiu todas as chances de gols, fosse de argentinos ou de brasileiros. Era preciso aproveitar para se levantar da cadeira nesses raros momentos.

Até mesmo aquela calorosa rivalidade entre argentinos e brasileiros não entrou em campo. O jogo foi morno, sem muitas faltas duras e com apenas uma discussão entre Sebá Dominguez e Leandro Damião. O Brasil, na verdade, só foi Brasil em raras tentativas de Neymar, que concentrou as poucas e improdutivas tentativas da Seleção Brasileira. Fica a esperança de que o jogo de volta, em Belém, no próximo dia 28 de setembro, seja melhor e mais emocionante.

Pelo regulamento do Superclássico das Américas, se o duelo no Pará terminar empatado, a decisão de quem leva a taça vai para as penalidades. O técnico Mano Menezes fará uma nova convocação no próximo dia 22. A tendência é que a base seja mantida.

VEJA GALERIA DE FOTOS DO SUPERCLÁSSICO ENTRE BRASIL E ARGENTINA

Nada demais...

boselli ralf brasil x argentina (Foto: AFP)Boselli recebe forte marcação de Ralf (Foto: AFP)

A torcida argentina fez seu papel e encheu o estádio Mário Alberto Kempes, em Córdoba. Mas dentro de campo, as duas seleções não empolgaram, muito embora a Argentina tenha sido mais efetiva no ataque. Boselli, que deixou o gramado com lesão na coxa direita aos 23 minutos, foi o principal finalizador da etapa inicial.

Nenhuma das quatro bolas chutadas pelo atacante do Estudiantes, no entanto, levou tanto perigo ao gol de Jefferson quanto o arremate de Leandro Damião na trave, aos 12 minutos de jogo. Após boa jogada individual de Neymar, pela esquerda, o jogador do Inter recebeu cruzamento na pequena área e arriscou.

Neymar, aliás, foi o único jogador da Seleção Brasileira que fez algo de diferente neste primeiro tempo. Dos pés do santista saíram as principais jogadas do time canarinho. Quando ele tinha esses lampejos, a equipe de Mano Menezes ia bem. Do contrário, a falta de entrosamento era evidente, em especial na defesa.

Ronaldinho Gaúcho, aplaudido pelos argentinos, ficou apagado, assim como Renato Abreu e a dupla de volantes Ralf e Paulinho. É verdade que a Argentina foi melhor no primeiro tempo, mas os rivais estiveram longe de empolgar. Além dos chutes de Boselli, uma pancada de fora da área de Martinez levantou a torcida.

Assim, o Superclássico das Américas deixou a desejar em seus primeiros 45 minutos. Tanto no futebol quanto na garra. Diferentemente da maioria dos duelos entre Brasil e Argentina, a etapa inicial foi morna, sem muita entrega.

Damião salva ingresso

Apesar do fraco futebol apresentado no primeiro tempo, nem Alejandro Sabella muito menos Mano Menezes optaram por mudanças em suas equipes. Voltaram para a etapa final com as mesmas formações da primeira parte. E novamente foi a Argentina quem tomou a iniciativa da partida.

Mesmo sem o oportunismo de Boselli, como no começo do jogo, a Argentina tinha o controle, mas não criava chances. Quando conseguiu encontrar um espaço, somente aos dez minutos, Gigliotti se atrapalhou com a bola e perdeu uma ótima oportunidade de levar perigo ao goleiro Jefferson.

Aos 13 minutos, a história se repetiu na seleção argentina. Seu melhor jogador em campo saiu machucado. Dessa vez foi Martinez. O atacante deu lugar a Pablo Mouche. Logo na sequência, Mano resolveu mudar pela primeira vez no Brasil: sacou o veterano Renato Abreu e pôs o jovem Oscar, que tropeçou duas vezes na bola.

ronaldinho gaúcho brasil x argentina (Foto: AP)Ronaldinho foi perseguido pela marcação argentina em Córdoba (Foto: AP)

Se na etapa inicial o Brasil ainda conseguiu criar um pouco, na segunda o desempenho foi pífio. Muito toque de lado, erros de passe e desorganização. Do lado argentino, ao menos, houve alguns ímpetos ofensivos e algumas tentativas de contra-ataque. Mas nada também que fizesse brilhar os olhos do torcedor.

Aos 27 minutos, enfim uma cena típica de Brasil x Argentina. Leandro Damião e Sebá Dominguez, ex-Corinthians, se estranharam e trocaram empurrões. Damião, por sinal, fez valer o ingresso pago pelos argentinos aos 31 minutos. Ele deu uma lambreta na entrada do lado direito da grande área e depois acertou a trave do goleiro Orion. Uma pena!

Ronaldinho Gaúcho ainda teve uma aparição de destaque antes do apito final, ao bater falta colocada e obrigar Orion a grande defesa. Mas o insosso 0 a 0 prevaleceu no placar.

argentina 0 x 0 brasil
Orion; Sebá Dominguez, Desábato e Cristian Cellay; Pillud, Canteros, Augusto Fernandez (Cristian Chávez), Zapata e Papa; Boselli (Gigliotti) e Burrito Martinez (Pablo Mouche). Jefferson, Danilo, Dedé, Réver e Kléber; Ralf, Paulinho (Casemiro), Renato Abreu (Oscar) e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião.
Técnico: Alejandro Sabella. Técnico: Mano Menezes.
Cartão amarelo: Zapata (ARG)
Local: estádio Mário Kempes, em Córdoba, Argentina. Árbitro: Enrique Osseas Zencovich (CHI)
Auxiliares: Patricio Basualto Vargas (CHI) e Carlos Astroza Cárdenas (CHI)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Em Jogo Milesimo de Rogerio Ceni, São Paulo vence o Galo e assume a liderança

Foi tarde de festa no Morumbi. O milésimo jogo de Rogério Ceni com a camisa do São Paulo veio acompanhado de vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG e uma liderança que vai durar pelo menos até quinta-feira. Com 41 pontos, o São Paulo ainda pode perder a primeira colocação do Brasileirão para Corinthians (40 pontos) e Vasco (38), que enfrentam Flamengo e Coritiba, respectivamente.

A torcida tricolor estabeleceu o recorde de público do campeonato (60.514 pagantes) e viu seu time acabar com um jejum que já durava três partidas no estádio - empates com Palmeiras e Atlético-PR e derrota para o Fluminense. Mas acima de tudo reverenciou seu goleiro, que após a partida recebeu os cumprimentos dos companheiros e foi até o grande escudo no gramado para beijá-lo.

- Isso aqui é a minha vida. Obrigado, amo vocês - declarou.

Os gols da vitória foram marcados por Lucas, logo aos 25 segundos, e Dagoberto. Réver ainda empatou para os mineiros, que vinham de duas vitórias e, com 21 pontos, estão na 17ª posição.

Na próxima rodada, o São Paulo vai até Porto Alegre, onde enfrenta o Grêmio, no Olímpico, às 18h de domingo. Já o Atlético-MG recebe o Bahia, na Arena do Jacaré, no mesmo dia e horário.

rogerio ceni são paulo 1000 jogos atlético-mg (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ceni beija o escudo do São Paulo diante de 60 mil pagantes (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Festa, gol-relâmpago e ducha de água fria

Os jogadores do São Paulo entraram em campo empolgados pela bonita festa pelos mil jogos de Rogério Ceni com a camisa tricolor. Já os atleticanos pareceram anestesiados com o Morumbi lotado. A combinação mostrou efeitos logo aos 25 segundos de jogo, no primeiro lance da partida.

Casemiro carregou pela direita a bola, que, após dividida com a zaga adversária, sobrou para Lucas. Ele invadiu a área e finalizou longe do alcance de Renan Ribeiro. Foi o gol mais rápido deste Brasileirão, superando o de Jorge Henrique, do Corinthians, marcado aos 28 segundos contra o América-MG.

Apesar do gol-relâmpago, o Galo se recuperou rápido. Com a defesa mais equilibrada, foi ao ataque. De bola parada, uma das jogadas mais usuais e perigosas da equipe, veio a ducha de água fria nos tricolores. Em cobrança de escanteio de Daniel Carvalho pela esquerda, Réver subiu muito, quase na risca da pequena área, e empatou.

A partir daí, o equilíbrio foi a tônica. O São Paulo era mais presente no ataque, sempre combinando jogadas pela direita com a dupla Casemiro e Lucas. No entanto, percebendo a movimentação pelo setor, Richarlyson e Fillipe Soutto - e algumas vezes Pierre - passaram a exercer a marcação de forma mais próxima.

Pelo lado atleticano, Daniel Carvalho era bem marcado por Rodrigo Caio, e por isso o Galo não tinha criatividade para chegar e abusava dos lançamentos longos, mais parecidos com chutões. Assim, Neto Berola corria muito, mas sem produtividade, enquanto André pouco tocava na bola. Para piorar, ele voltou a sentir a dor no tornozelo esquerdo que já o tirou de algumas partidas. Por causa da lesão, acabou substituído por Guilherme e foi para o vestiário chorando.

Muito fechado, o Atlético-MG bloqueava as tentativas tricolores e tinha o triplo de desarmes do adversário. Porém, sem qualidade do meio para frente, não conseguia chegar com perigo ao ataque.

Richarlyson e lucas, São Paulo x Atlético-mg (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)O ex-são-paulino Richarlyson persegue o garoto Lucas (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)

Dagol resolve

O segundo tempo começou mais equilibrado, mas o gol tricolor não demorou a surgir. Logo aos seis minutos, Dagoberto recebeu na meia esquerda do ataque, deixou Fillipe Soutto na saudade e do meio da rua mandou uma pancada no canto direito de Renan Ribeiro, que saltou, mas nada pôde fazer.

O gol causou reação rápida em Cuca, já que o gol saiu na primeira jogada efetiva criada pela direita de sua defesa. O técnico sacou Mancini, muito apagado, para a entrada do jovem meia Bernard. Dessa forma, o volante Serginho foi deslocado para a lateral, função que também exerce com regularidade.

A partir daí, começou o xadrez dos treinadores: Adilson sacou Cícero para a entrada de Rivaldo, muito aplaudido pela torcida. Por sua vez, Cuca colocou o também veterano Magno Alves, no lugar do improdutivo Neto Berola.

As mudanças dos dois lados surtiram pouco efeito. Apesar do gol sofrido, o Galo continuou com a mesma postura, priorizando a marcação, sem chegada ao ataque. O São Paulo, por sua vez, esperava o adversário no campo de defesa e tentava um contragolpe para garantir os três pontos.

As chances até que apareceram, a melhor delas com Dagoberto. Após bela jogada de Henrique pela direita, ele cruzou na segunda trave. O atacante tentou por cobertura, mas errou o alvo. Já com um a menos nos minutos finais, após expulsão direta de Leonardo Silva por entrada dura em Carlinhos Paraíba, o Atlético-MG tentou o empate na base do abafa, mas a defesa tricolor prevaleceu e garantiu o resultado.